Olá! Ao concluir sua missão neste mundo, a Irmã Saint-Jean deixou a obra bem encaminhada.
"Talvez tenha podido testemunhar com seus próprios olhos a grande expansão do Instituto do qual foi cofundadora, mas partiu com a certeza de que a semente havia sido bem lançada."
O crescimento de uma obra de fé
A missão já não dependia apenas de uma pessoa: tornara-se uma família viva, pronta para crescer e atravessar fronteiras.
“Minhas queridas Missionárias, nossas obras prosperaram e, se Deus quiser acolher-me no céu, pedirei por todas vocês.”
Não temos dúvidas de que Deus a acolheu de braços abertos. Béziers acabou ficando pequena para tanto ardor que animava o coração das religiosas.
A expansão era um desejo antigo, embora as vocações fossem raras na região. A ousadia dos fundadores era internacionalizar uma obra que tinha apenas uma comunidade.
“Sou eu, Irmã Saint Jean, que falo agora... Vi minhas irmãs atravessarem mares, enfrentarem o frio, a escassez e o preconceito. Vi comunidades crescerem sustentadas apenas pela fé e pela certeza de que educar é um ato transformador.”
Dois meses após o falecimento de Ir. Saint-Jean, as religiosas elegeram a Ir. Sainte Croix como Segunda Superiora Geral. Foram 9 anos de liderança consolidando a expansão internacional.
"Em 27 de setembro de 1870, o bispo finalmente concedeu licença para a fundação em Lisburn, Irlanda. O que começou em Béziers, ganhou o mundo."
Dez religiosas partiram da França rumo à Irlanda, estabelecendo-se em Lisburn. Foi a primeira fundação internacional, 21 anos após o nascimento do Instituto.
O início foi marcado pela vivência da “santa pobreza” no rigor do inverno. Surgiram escolas gratuita e paga, garantindo a sustentabilidade da missão.
Em 1871, Gailhac visitou a comunidade irlandesa, constatando que o trabalho já alcançava cerca de 400 pessoas, apesar das dificuldades em Béziers.
A fundação em Bootle (Inglaterra) tornou-se a segunda comunidade fora da França após negociações cuidadosas com o Pe. Thomas Kelly.
Em meio ao anticlericalismo no Porto, a resposta de Gailhac foi decisiva: “Fiquem onde estão, mesmo que tenham apenas uma aluna.” A provação fortaleceu a missão.
Sag Harbor, em Nova York, marcou o início da expansão para a América, que rapidamente alcançou o México e outras regiões.
A última fundação conduzida por ela foi em Ferrybank. Sua liderança foi decisiva para a consolidação internacional do Instituto até 1878.
A expansão do Instituto foi marcada por guerras, pobreza e provações. Ainda assim, movidas pela fé, minhas irmãs atravessaram mares e abriram escolas onde quase nada havia além do desejo de servir. A história que fica é a de uma família que cresceu unida e fiel ao carisma.
No próximo tópico, Eu, Irmã Maria de Aquino, você irá conhecer a história de mais uma mulher que ajudou a fortalecer e dar novos rumos à missão brasileira.
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